O VALOR EVOLUCIONÁRIO DO SENSO ESTÉTICO
Edição: Janeiro-Junho: v. 1 n. 53 (2026) • Revista Ideação
Autor: STEPHEN DAVIES Tradução de Charliston Nascimento
Resumo:
Neste artigo, Stephen Davies investiga o valor evolucionário do senso estético, argumentando que a capacidade humana de apreciar o belo e o sublime não é um traço meramente contemplativo, mas uma função adaptativa que contribuiu para a sobrevivência e o sucesso reprodutivo de nossos ancestrais. O autor desafia as concepções de que o modo estético é puramente passivo e de que o interesse estético deve ser indiferente à funcionalidade do objeto, propondo que ele frequentemente opera como as emoções e impulsionando-nos a navegar pelo mundo com discernimento e segurança. Por fim, Davies situa o surgimento do comportamento estético há cerca de 400.000 anos AP, e conclui que embora enraizado em nosso passado evolucionário o interesse pelo estético expandiu-se para todos os aspectos da vida moderna. A versão original do artigo foi publicada no periódico italiano Aisthesis: Pratiche, Linguaggi e Saperi dell'Estetico, v. 6, n. 2, p. 75-79, 2013, da Universidade de Florença (UNIFI). A presente tradução baseia-se na versão final do manuscrito revisto pelo autor.
Abstract:
In “The Evolutionary Value of an Aesthetic Sense”, Stephen Davies Stephen Davies argues that the human capacity to appreciate the beautiful and the sublime is not a merely contemplative trait but an adaptive function that contributed to the survival and reproductive success of our ancestors. The author challenges two common conceptions: that the aesthetic mode is purely passive, and that aesthetic interest must be indifferent to an object's functionality. Instead, he proposes that the aesthetic sense often functions as emotions do: it lights up the world, pushing or pulling us in one direction or another, thereby providing a tool for navigating the world astutely and safely. Finally, Davies locates the emergence of aesthetic behavior around 400,000 years before the present and concludes that, although rooted in our evolutionary past, the interest in the aesthetic has expanded to all aspects of modern life. The original version of the article was published in the Italian journalAisthesis: Pratiche, linguaggi e saperi dell'estetico, v. 6, n. 2, p. 75-79, 2013, of the University of Florence (UNIFI). The present translation is based on thefinal version of the manuscript revised by the author.
ISSN: 25359-6384
DOI: https://doi.org/10.13102/ideac.v1i53.12827
Texto Completo: https://periodicos.uefs.br/index.php/revistaideacao/article/view/12827/10271
Palavras-Chave: Senso estético; Valor evolucionário; Função adaptativa; Comportamento estético.
Revista Ideação
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